Saiba mais sobre o crescimento da energia solar no Brasil

O uso de energia solar no Brasil está em crescimento. Seja em função da necessidade de redução do consumo de energia elétrica, seja impulsionada por políticas de incentivo ao uso de fontes renováveis, que reduzem o custo de implantação, a tecnologia está se disseminando em vários segmentos.

Hoje, a energia solar é importante para vários ramos industriais, para o agronegócio e também para empreendimentos menores, como condomínios, clubes e academias. Sua utilização pode ser tanto para geração de energia fotovoltaica, que converte a luz solar em eletricidade, quanto para energia térmica, voltada para o aquecimento de água e outros fluidos.

Além da redução de custos de energia elétrica, o uso de energia solar permite maior eficiência energética, menor dependência da energia fornecida pelas concessionárias de energia e maior sustentabilidade. Quer conhecer mais sobre energia solar no Brasil? Continue a leitura para ficar por dentro de todas as novidades desse mercado!

Saiba por que a energia solar no Brasil é um bom negócio

O Brasil é um dos países com maior potencial de insolação do mundo. De acordo com o Atlas Brasileiro de Energia Solar, diariamente o país recebe entre 4.444 Wh/m² a 5.483 Wh/m². Como comparação, o local com menor insolação nacional é capaz de gerar mais eletricidade a partir do sol do que no lugar mais ensolarado da Alemanha, um dos líderes mundiais no uso de energia solar.

Além disso, seja em função dos altos custos de energia elétrica, inclusive agravados por condições hidrológicas e grandes períodos de seca, seja por questões ambientais, a geração de energia solar no Brasil vem recebendo diversos estímulos governamentais.

O Renovabio, por exemplo, é uma política de incentivo às energias renováveis, que prevê o crescimento do uso de energia solar, além de outras fontes (como biocombustíveis, energia eólica, biogás e biomassa).

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Conforme estimativas da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a capacidade instalada em energia solar no Brasil cresceu 115% em 2018. No mundo, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2017, os investimentos em energia solar aumentaram 18% em comparação com o ano anterior.

Além do aspecto da sustentabilidade, esse crescimento também vem sendo impulsionado por outros fatores, como a necessidade de redução das tarifas de energia elétrica e menor dependência das concessionárias de energia.

No Brasil, a geração de energia elétrica ainda é feita, prioritariamente, por hidrelétricas. Em épocas de estiagem, muitas vezes o governo precisa colocar as usinas térmicas em operação, consumindo outras fontes (como gás natural) para geração de energia.

Isso não só encarece o consumo, como também gera mais poluição, uma vez que a queima de hidrocarbonetos emite gases na atmosfera. Por essa razão, cada vez mais as fontes de energia renováveis recebem estímulos por parte do governo.

Em alguns estados e municípios, construções que utilizam fontes de energia solar são isentas de alguns tributos, ou os empreendimentos recebem subsídios. Além disso, os imóveis com instalações para captação e geração de energia solar também são mais valorizados comercialmente.

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Entenda a diferença entre energia térmica e energia fotovoltaica

A luz solar pode ser utilizada de duas maneiras para a geração de energia:

  • energia térmica, normalmente utilizada para aquecimento de água e outros fluidos (geralmente usados na indústria). Para sua geração, é utilizado um sistema com coletores solares, que fazem o aquecimento do líquido. Uma vez aquecido, esse líquido é armazenado em reservatórios térmicos, ou boilers. A água aquecida pode ser utilizada em processos industriais, além de torneiras, chuveiros, cozinhas, entre outros;
  • energia fotovoltaica, que promove a transformação da luz solar em energia elétrica, por meio da movimentação de moléculas de silício presentes nos painéis fotovoltaicos. A energia gerada pode ser utilizada em várias atividades, e inclusive fornecida para a rede, em caso de produção excedente.

Confira outros fatores que impulsionam a energia solar no Brasil

Além dos estímulos governamentais e subsídios, uma das razões do crescimento é a redução de custos de instalação, aliada à simplificação dos financiamentos. Hoje, com a disseminação da tecnologia, os equipamentos para sistemas de energia solar são mais viáveis, mesmo para consumidores residenciais ou pequenos agricultores.

Além disso, novas linhas de crédito facilitam o acesso, financiando muitas vezes 100% do valor total do projeto, com prazo de carência para pagamento da primeira parcela. Isso é interessante, especialmente, porque o consumidor consegue quitar seu investimento com a própria redução na conta de energia elétrica.

Em média, o payback (tempo para que o investimento se pague) para pessoas jurídicas em baixa tensão é de 3 a 5 anos, dependendo das condições técnicas do local, da insolação da cidade e da tarifa de energia elétrica. Já para consumidores de média e alta tensão o prazo é de 5 a 7 anos. A vida útil dos equipamentos, por sua vez, pode superar 25 anos, com manutenção simples.

Vale explicar que, conforme definição da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a média tensão varia de 13,8 kV a 34,5 kV e a alta tensão de 69 kV a 230 kV. Já a baixa tensão é mais utilizada em residências e empreendimentos que não têm tanta demanda de energia.

Conheça as tendências do setor para 2019

Para 2019, a Aneel está estudando uma mudança regulatória que inclui a remuneração do uso dos fios da rede de distribuição. A possibilidade de cobrança decorre de um pleito das distribuidoras, que estão enfrentando uma corrida dos consumidores para a geração distribuída (ou seja, quando o consumidor produz sua própria energia e ainda fornece o excedente para a rede).

O mercado de geração distribuída, de fato, está em crescimento. Para melhor compreensão, em junho de 2016, haviam 4,4 mil unidades consumidoras do país injetando energia no sistema. Esse número saltou para 51,5 mil em agosto de 2018, representando um aumento de 1.168%. No final de novembro, já havia 63,5 mil unidades registradas, representando uma alta de 23% em três meses.

O crescimento do uso de energia solar no Brasil é um caminho sem volta. Cada vez mais os consumidores vão buscar a eficiência energética e a independência em relação às altas tarifas de energia elétrica. De quebra, empresas que apostarem na tecnologia também deverão conquistar uma imagem positiva perante seu público, por investirem em sustentabilidade e preservação de recursos naturais.

Gostou desse artigo e quer saber mais sobre geração de energia solar térmica e tendências de mercado? Entre em contato conosco e fique por dentro de todas as inovações do setor para oferecer as melhores tecnologias a seus clientes!

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