Energia renovável no Brasil: veja a situação atual e projeções futuras

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O uso de energia renovável no Brasil vem crescendo nos últimos anos, com o impulso de incentivos governamentais e também em função da maior conscientização da sociedade. Além do estímulo ao uso de biocombustíveis na matriz veicular, fontes alternativas para geração elétrica e térmica estão ganhando espaço.

É o caso da geração eólica, solar e de biomassa, por exemplo. A energia solar, inclusive, é utilizada tanto para produção de eletricidade, por meio do efeito fotovoltaico, quanto para aquecimento, energia conhecida como térmica.

O crescimento das fontes sustentáveis em nossa matriz está ancorado tanto na necessidade de redução das emissões quanto na economia proporcionada pelo seu uso. Acompanhe nosso artigo para entender melhor o cenário nacional de energia renovável.

Como é o uso de energia renovável no Brasil?

Contrariando o senso comum, o Brasil tem de fato uma matriz energética bastante sustentável, na comparação com o restante do mundo. De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o uso de fontes renováveis no país alcança 43,5%, enquanto no mundo esse índice é de apenas 14%.

Ainda segundo esses dados, somente considerando a matriz elétrica, o Brasil atinge 82% de renováveis, contra 24% na média mundial. A geração hidrelétrica é a principal responsável por esse índice positivo, mas o uso de outras fontes, como a biomassa, solar e eólica também são importantes.

A tendência é de crescimento dessas fontes, uma vez que a água é um recurso finito e a construção de hidrelétricas afeta o ecossistema e a população do entorno das usinas. Além disso, o Brasil é um dos signatários do Acordo de Paris, um compromisso mundial para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Em função do acordo, o país se comprometeu a elevar a participação das fontes renováveis na matriz em 18% até 2030. Para tanto, vários estímulos estão sendo criados, seja por meio das políticas do RenovaBio, seja concedendo incentivos tributários para a instalação de sistemas de geração limpos.

Quais são as principais fontes alternativas utilizadas atualmente no país?

Além dos biocombustíveis, as energias fotovoltaica, térmica, eólica e de biomassa são as principais apostas para atingir as metas de redução de emissões e de sustentabilidade.

Eólica

A geração de eletricidade ocorre a partir da movimentação de turbinas pela força do vento. No Brasil, as regiões com maior potencial são o Nordeste, Sudeste e Sul, e o potencial é de 143,5 mil MW, segundo o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro.

Em 2018, a representatividade eólica na matriz energética alcançou 7%. O país conta com mais de 500 parques de geração e já é o 8º produtor mundial. Há mais de 20 GW de projetos prontos, aguardando leilão.

Biomassa

Os resíduos, especialmente do setor sucroalcooleiro, são usados para produzir eletricidade. Em média, para processar cada tonelada de cana, são necessários 12 kWh de energia elétrica. A biomassa permite que essa energia seja gerada pelos próprios resíduos da matéria-prima.

De acordo com estimativas da União da Indústria de Cana-de-Açúcar de São Paulo (Unica), em 2020, a eletricidade gerada no setor será de cerca de 14.400 MW.

Solar

Já a energia solar pode ser usada de duas formas distintas (e complementares). Uma delas é a geração de eletricidade, por meio de sistemas fotovoltaicos. Nesse caso, os painéis solares captam a insolação e a transformam em energia elétrica. Projeções da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) indicam que o segmento deverá ultrapassar 3 mil MW em 2019.

A energia térmica também depende da luminosidade. Porém, nesse caso, os painéis contêm tubulações em seu interior, pelas quais circula o líquido a ser aquecido. O sistema é integrado à rede hidráulica do imóvel e fornece água quente para chuveiros, torneiras e piscinas.

A energia térmica é um complemento à fotovoltaica, contribuindo para reduzir ainda mais a tarifa de energia elétrica (já que não haverá necessidade de usar eletricidade para aquecimento).

O investimento necessário para a instalação de sistemas de geração de energia renovável no Brasil não é considerado mais tão elevado. Além das linhas de financiamento que facilitam o acesso à tecnologia, existem vários incentivos fiscais que beneficiam quem deseja apostar no setor.

Você também acredita no crescimento das fontes sustentáveis no país? Deixe seu comentário abaixo!

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